Guia de entrada no país · América do Sul
Viajar ao Paraguai com seu cachorro
O Paraguai recebe bem os cachorros, e suas regras de entrada são de uma uniformidade tranquilizadora: o mesmo procedimento vale para um animal de estimação que chega de quase qualquer lugar. O SENACSA (Servicio Nacional de Calidad y Salud Animal), a autoridade nacional de saúde animal, aplica a norma do Mercosul em vigor — a Resolución GMC N° 20/2024 — e pede um único documento: um Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido, assinado e carimbado pela autoridade veterinária oficial do país de onde você parte, ou um passaporte oficial dentro da validade endossado por essa autoridade. O CVI precisa atestar um exame clínico, uma vacinação antirrábica válida e um tratamento antiparasitário interno e externo. Não há teste sorológico antirrábico, nem microchip obrigatório, nem quarentena para um animal saudável — o SENACSA simplesmente inspeciona seu cachorro e seus documentos no ponto de entrada. Este guia explica exatamente o que preparar, e os prazos a respeitar, antes de comprar a passagem.
📋 Em resumo
| Cachorros permitidos | Sim (até 5 como animais de estimação; a partir de 6 é importação comercial) |
| Microchip ISO | Não obrigatório para a entrada (ISO 11784/11785 se for usado) |
| Vacinação antirrábica | Obrigatória a partir de 90 dias de idade (dispensa para país ou zona livre de raiva) |
| Teste sorológico antirrábico (titulação) | Não obrigatório |
| Certificado veterinário (CVI ou passaporte endossado) | Obrigatório |
| Tratamento antiparasitário (interno e externo) | Obrigatório |
| Quarentena | Não exigida para um animal saudável e em conformidade |
⚠️ Importante
- O MyDogCanFly oferece informação geral — não é orientação veterinária nem jurídica.
- Só um médico-veterinário pode confirmar o procedimento exato para o seu cachorro.
- As exigências dependem do país de origem, do histórico de viagens, da identificação, das vacinas, do itinerário e da data da viagem.
Consulte sempre seu veterinário antes de fechar a viagem.
Paraguai: encontrar um voo
🧭 Como são definidas as exigências de entrada do seu cachorro
- 1 País de destino — Paraguai★★★★★
- 2 País de partida★★★★★
- 3 Países onde seu cachorro esteve recentemente★★★★☆
✅ Exigências de entrada
| Exigência | Obrigatório? | Exceções | Referência oficial |
|---|---|---|---|
| Microchip ISO | Não obrigatório para a entrada | Os Estados Partes do Mercosul reservam-se o direito de definir o método de identificação. Se for usado um sistema eletrônico, o microchip deve atender à ISO 11784 e/ou à ISO 11785, e o CVI deve indicar sua localização anatômica. O Paraguai não impõe microchip para a entrada, mas ele é fortemente recomendado para a identificação e para a viagem de volta. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 17 |
| Vacinação antirrábica | Obrigatória a partir de 90 dias de idade | Um país ou zona que atenda às condições do Código Terrestre da WOAH (OMSA) para ser declarado oficialmente livre de raiva fica dispensado, desde que o Estado de destino reconheça previamente essa condição e ela seja atestada no CVI. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 9, 10 e 12 |
| Teste sorológico antirrábico (titulação) | Não obrigatório | As exigências de entrada publicadas pelo Paraguai (Res. GMC 20/2024) não incluem teste sorológico antirrábico para nenhuma origem. (O teste sorológico antirrábico só é exigido no sentido inverso — para animais que saem do Paraguai com destino à União Europeia.) | Res. GMC 20/2024 do Mercosul (resolução completa) |
| Exame clínico | Obrigatório | Seu conteúdo é incorporado ao Certificado Veterinário Internacional (CVI). | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 14 |
| Tratamento antiparasitário (interno e externo) | Obrigatório | Ao contrário do Uruguai, o Paraguai não exige que o produto interno contenha praziquantel para a sua própria entrada — isso é uma exigência específica do Uruguai. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 13 |
| Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte endossado | Obrigatório | Um passaporte oficial dentro da validade, emitido ou endossado pela autoridade veterinária da origem, pode ser aceito no lugar dele se trouxer todos os dados exigidos no CVI. O CVI original não é retido — fica com o tutor. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 5, 6, 7 e 8 |
| Notificação prévia / autorização de importação | Não exigida para um animal acompanhado | Se o cachorro viajar desacompanhado / como carga, entre em contato com o SENACSA com antecedência (Departamento de Certificación Sanitaria) para organizar o procedimento, já que há trâmites adicionais. | SENACSA — Viajar con Mascotas (Ingreso/Egreso de Animales de Compañía) |
| Fiscalização na fronteira (inspeção do SENACSA) | Obrigatória na chegada | O CVI original não é retido pelos funcionários e continua em posse do tutor. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 5 e 7; SENACSA — Viajar con Mascotas |
| Filhotes / idade mínima | Certificação especial abaixo de 90 dias | As regras de idade da companhia aérea e as regras de retorno do seu país podem ser mais rígidas. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 11 e 16 |
| Quarentena | Não obrigatório | Se um animal não cumprir as exigências na chegada, a autoridade veterinária pode aplicar as medidas sanitárias que julgar cabíveis — recusa, devolução ao país de origem, retenção ou outra medida — com todos os custos decorrentes por conta do tutor. | Res. GMC 20/2024 do Mercosul, Art. 18 e 19 |
🗓 Em que ordem, e quando
Algumas etapas só valem depois que a anterior estiver concluída — confira cada prazo na referência oficial acima.
- Vacinação antirrábicaAnimais com 90 dias ou mais precisam entrar vacinados contra a raiva, com vacina autorizada pela autoridade veterinária do país onde ela foi aplicada e com a imunidade ainda válida. A primeira dose (primovacinação) precisa ser aplicada no mínimo 21 dias antes do embarque; um animal que não tenha sido revacinado antes do vencimento da vacina é tratado como primovacinado.
- Exame clínicoRealizado nos 10 dias anteriores à emissão do CVI, por médico-veterinário registrado no país exportador, atestando que o animal não apresenta evidência de doenças infectocontagiosas ou parasitárias e está apto ao transporte para os Estados Partes do Mercosul.
- Tratamento antiparasitário (interno e externo)Tratamento de amplo espectro contra parasitas internos e externos nos 15 dias anteriores à emissão do CVI, com produtos veterinários aprovados pela autoridade veterinária da origem e seguindo as recomendações do fabricante. O CVI registra o produto, o laboratório, o princípio ativo e a data.
- Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte endossadoO CVI original é emitido pela autoridade veterinária do país exportador conforme a Res. GMC 20/2024 e apresentado ao inspetor veterinário do SENACSA no ponto de entrada. Ele vale 60 dias corridos a partir da emissão para a entrada, desde que a vacinação antirrábica continue válida.
- Notificação prévia / autorização de importaçãoPara até 5 animais de estimação viajando com você, nenhuma autorização prévia de importação é necessária — você apresenta o animal e o CVI ao inspetor do SENACSA no ponto de entrada. A partir de 6 animais, o envio é tratado como importação comercial de animais vivos e segue as regras de importação do SENACSA.
- Fiscalização na fronteira (inspeção do SENACSA)No ponto de entrada, um inspetor veterinário do SENACSA faz a conferência documental (CVI ou passaporte endossado) e a checagem sanitária do animal antes de autorizar a entrada.
- Filhotes / idade mínimaUm cachorro com menos de 90 dias pode entrar sem vacinação antirrábica quando a autoridade veterinária exportadora atesta no CVI que o animal tem menos de 90 dias de idade e que ele não teve contato com nenhum caso de raiva urbana nos últimos 90 dias. Uma ninhada lactente com menos de 90 dias que viaja com a mãe é tratada como uma única unidade biológica, e só a saúde da mãe é atestada.
- QuarentenaO procedimento de entrada do Paraguai não prevê quarentena de rotina para um animal saudável e em conformidade; o cachorro é liberado depois de uma inspeção satisfatória no ponto de entrada.
🌍 Os diferentes casos
Esquema padrão — CVI ou passaporte endossado
Para quase toda origem o caminho é o mesmo. Seu cachorro precisa de um Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido, assinado e carimbado pela autoridade veterinária oficial do país de onde você parte, conforme a Res. GMC 20/2024 do Mercosul. Ele deve trazer um exame clínico (nos 10 dias anteriores), a vacinação antirrábica válida e o tratamento antiparasitário interno e externo (nos 15 dias anteriores). Um passaporte oficial dentro da validade que traga os mesmos dados e seja endossado pela autoridade da origem é aceito no lugar dele. Você apresenta o cachorro e o CVI ao inspetor do SENACSA no ponto de entrada; viajar com até cinco animais de estimação não exige autorização de importação, e o CVI original fica com você.
⏱ Caso padrão: alguns dias para montar o CVI quando a vacinação já está válida — o exame clínico é feito nos 10 dias anteriores ao CVI, a vermifugação nos 15 dias anteriores a ele, e o CVI vale 60 dias.
De um país ou zona livre de raiva
Se o seu cachorro vier de um país ou zona que atenda às condições do Código Terrestre da WOAH (OMSA) para ser declarado oficialmente livre de raiva, ele pode entrar sem a vacinação antirrábica — desde que o Estado de destino reconheça previamente essa condição e ela seja atestada no CVI. Todas as demais exigências (exame clínico e tratamento antiparasitário interno e externo) continuam valendo, e em nenhum caso há teste sorológico.
⏱ Se ainda faltar a primeira dose antirrábica: conte cerca de 3 semanas, já que a primovacinação precisa ser aplicada no mínimo 21 dias antes do embarque.
Filhotes, Leishmaniose e chegadas não conformes
Um filhote com menos de 90 dias pode entrar sem vacinação antirrábica quando o CVI atesta a sua idade e que ele não teve contato com nenhum caso de raiva urbana nos 90 dias anteriores. Um cachorro já diagnosticado com Leishmaniose pode ter a entrada recusada. Se um cachorro chegar sem cumprir as exigências sanitárias, a autoridade veterinária pode recusá-lo, devolvê-lo ao país de origem, retê-lo ou aplicar outra medida que julgar cabível; os custos e prejuízos decorrentes ficam por conta do tutor.
⏱ Filhotes com menos de 90 dias: certificação extra no CVI (idade + ausência de contato com caso de raiva urbana onde o filhote viveu nos últimos 90 dias), então reserve mais tempo de preparação.
🛬 Chegada
O que acontece quando seu cachorro chega ao Paraguai gira em torno do inspetor veterinário do SENACSA no seu ponto de entrada.
- Quando você viaja com seu cachorro, apresente o animal e o CVI (ou o passaporte oficial endossado) ao inspetor veterinário do SENACSA no ponto de entrada para a conferência documental e sanitária.
- Até cinco animais de estimação viajando com você não exigem autorização prévia de importação; a partir de seis animais, a entrada segue as regras do SENACSA para importação comercial de animais vivos.
- O CVI vale 60 dias corridos a partir da emissão, desde que a vacinação antirrábica ainda esteja válida no dia da entrada; o CVI original não é retido e deve ficar com você.
- O exame clínico precisa ser feito nos 10 dias anteriores à emissão do CVI, e a vermifugação nos 15 dias anteriores a ele — então planeje bem as consultas veterinárias e a data da partida.
- Se o seu cachorro viajar desacompanhado ou como carga, entre em contato com antecedência com o Departamento de Certificación Sanitaria do SENACSA para organizar o procedimento.
- Se faltarem documentos ou eles estiverem inválidos, ou se o cachorro já tiver sido diagnosticado com Leishmaniose, o SENACSA pode recusar, devolver ou reter o animal; confira cada exigência antes de viajar.
🛫 Saída do país (viagem de volta)
O Paraguai é um país não listado, então o teste sorológico antirrábico válido é obrigatório para voltar à União Europeia — além de um atestado de saúde de exportação endossado pelo SENACSA.
- ⚠️ Comece antes de viajar Antecipe o teste sorológico antirrábico: a coleta é feita em laboratório aprovado pela União Europeia, no mínimo 30 dias após a vacinação — um resultado válido é indispensável para voltar a entrar na União Europeia e não se resolve em cima da hora.
- No local, antes do voo O departamento de certificação do SENACSA autoriza a exportação e emite o certificado veterinário internacional (CVI) presencialmente, após a solicitação on-line.
🚫 Cachorros com restrição
O quadro de entrada publicado pelo Paraguai (Res. GMC 20/2024 do Mercosul, aplicada pelo SENACSA) não estabelece nenhuma proibição de importação por raça para cachorros que entram no país. A resolução de base permite que um Estado Parte crie um regime específico restringindo raças «perigosas» — mas só quando ele for formalmente estabelecido e acordado com o país exportador, e nenhuma proibição nacional de importação desse tipo está documentada no procedimento de entrada do próprio Paraguai.
Nenhuma categoria proibida na entrada: nenhuma raça de cachorro tem a entrada no Paraguai recusada por causa da raça segundo as exigências de entrada publicadas pelo SENACSA/Mercosul, desde que sejam cumpridas as exigências sanitárias (CVI ou passaporte endossado, vacinação antirrábica, tratamento antiparasitário, exame clínico).
Esclarecimento importante: a página «Viajar con Mascotas» do SENACSA de fato lista raças proibidas (Pit Bull, Staffordshire, vários tipos de mastim/molosso etc.), mas essa lista aparece dentro das exigências para animais com destino aos Emirados Árabes Unidos (uma exigência de destino/exportação), e não dentro das regras de importação do próprio Paraguai. Não a leia como uma proibição de entrada paraguaia. Se o Paraguai mantém alguma lei nacional separada sobre importação de cachorros perigosos é Desconhecido a partir das fontes oficiais.
Como nenhuma proibição nacional de importação por raça está documentada para a entrada, concentre-se nas regras sanitárias do SENACSA/Mercosul. Se o seu cachorro for de tipo molosso ou «perigoso», confirme diretamente com o SENACSA antes de viajar, e verifique as regras locais de posse que podem se aplicar quando você estiver no Paraguai.
Paraguai com um cachorro: perguntas frequentes
Paraguai: O que meu cachorro precisa para entrar?
Paraguai exige: Vacinação antirrábica, Exame clínico, Tratamento antiparasitário (interno e externo), Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte endossado, Fiscalização na fronteira (inspeção do SENACSA).
Paraguai: O teste sorológico antirrábico é obrigatório?
Paraguai — Teste sorológico antirrábico (titulação): Não obrigatório.
Paraguai: Alguma raça de cachorro é proibida?
O quadro de entrada publicado pelo Paraguai (Res. GMC 20/2024 do Mercosul, aplicada pelo SENACSA) não estabelece nenhuma proibição de importação por raça para cachorros que entram no país. A resolução de base permite que um Estado Parte crie um regime específico restringindo raças «perigosas»…
Paraguai: Quanto tempo leva para preparar um cachorro?
Caso padrão: alguns dias para montar o CVI quando a vacinação já está válida — o exame clínico é feito nos 10 dias anteriores ao CVI, a vermifugação nos 15 dias anteriores a ele, e o CVI vale 60 dias.…
Paraguai: O que é preciso para sair com um cachorro?
O Paraguai é um país não listado, então o teste sorológico antirrábico válido é obrigatório para voltar à União Europeia — além de um atestado de saúde de exportação endossado pelo SENACSA.
Paraguai: É difícil viajar para lá com um cachorro?
Paraguai — Fácil — um único procedimento do Mercosul para a maioria das origens. O MyDogCanFly oferece informação geral — não é orientação veterinária nem jurídica.
Respostas tiradas das fontes oficiais listadas abaixo, última verificação em 15 de julho de 2026. As regras mudam — confirme com as autoridades do país de destino e com seu veterinário antes de reservar.
📚 Fontes oficiais
- SENACSA — Viajar con Mascotas (Ingreso/Egreso de Animales de Compañía)
- Mercosur — Resolución GMC N° 20/2024 (exigências zoossanitárias para a entrada de cães e gatos domésticos; PDF da resolução completa)
- SENACSA — Control de tránsito / Certificado Oficial de Tránsito de animales
- SENACSA — Trámites (SENACSA Digital, procedimentos do CVI)
- Portal Paraguay (gov.py) — SENACSA: Ingreso y egreso de animales de compañía