Guia de entrada no país · América do Sul
Viajar à Argentina com seu cachorro
A Argentina recebe bem os cachorros, e suas regras de entrada são agradavelmente uniformes: o mesmo procedimento vale para um animal de estimação que chega de quase qualquer lugar. O SENASA (autoridade nacional de saúde animal) pede um único documento — um Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido, assinado e carimbado pela autoridade veterinária oficial do país de onde você parte, ou um passaporte oficial legalizado. Ele deve trazer o atestado de saúde, a vacinação antirrábica válida e o tratamento antiparasitário interno e externo. Não há teste sorológico antirrábico, nem autorização de importação, nem quarentena para um animal saudável que viaja como bagagem acompanhada — o SENASA simplesmente inspeciona seu cachorro na chegada. Este guia explica exatamente o que preparar, e os prazos a respeitar, antes de comprar a passagem.
📋 Em resumo
| Cachorros permitidos | Sim |
| Microchip | Não obrigatório (recomendado para identificação) |
| Vacinação antirrábica | Obrigatório |
| Teste sorológico antirrábico (titulação) | Não obrigatório |
| Certificado veterinário (CVI ou passaporte legalizado) | Obrigatório |
| Tratamento antiparasitário (interno e externo) | Obrigatório |
| Quarentena | Não exigida para um animal saudável |
⚠️ Importante
- O MyDogCanFly oferece informação geral — não é orientação veterinária nem jurídica.
- Só um médico-veterinário pode confirmar o procedimento exato para o seu cachorro.
- As exigências dependem do país de origem, do histórico de viagens, da identificação, das vacinas, do itinerário e da data da viagem.
Consulte sempre seu veterinário antes de fechar a viagem.
Argentina: encontrar um voo
🧭 Como são definidas as exigências de entrada do seu cachorro
- 1 País de destino — Argentina★★★★★
- 2 País de partida★★★★★
- 3 Países onde seu cachorro esteve recentemente★★★★☆
✅ Exigências de entrada
| Exigência | Obrigatório? | Exceções | Referência oficial |
|---|---|---|---|
| Microchip ISO | Não obrigatório | A Argentina não exige microchip para a entrada de animais de estimação, mas ele é fortemente recomendado para identificação e para a viagem de volta. | SENASA — Ingresos con perros y/o gatos |
| Vacinação antirrábica | Obrigatório | Um cachorro vindo de país ou zona declarado livre de raiva pela WOAH pode entrar se o CVI atestar isso. O comprovante original da vacinação não é retido — ele fica com o proprietário. | SENASA — Res. GMC 17/15 |
| Teste sorológico antirrábico (titulação) | Não obrigatório | A Argentina não exige teste sorológico antirrábico para um animal de estimação, seja qual for a origem. | SENASA — Res. GMC 17/15 |
| Atestado de saúde | Obrigatório | Seu conteúdo é incorporado ao Certificado Veterinário Internacional (CVI). | SENASA — Res. GMC 17/15 |
| Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte legalizado | Obrigatório | Um passaporte oficial para animais dentro da validade é aceito no lugar dele se trouxer as mesmas informações sanitárias e for endossado pela autoridade veterinária da origem; nesse caso, o inglês também é aceito junto com o espanhol. | SENASA — Ingresos con perros y/o gatos |
| Tratamento antiparasitário (interno e externo) | Obrigatório | — | SENASA — Res. GMC 17/15 |
| Notificação prévia / autorização de importação | Não exigida (animal acompanhado) | Para um animal como bagagem acompanhada, não é preciso pedido prévio de importação, nem aviso antecipado ao posto de fronteira, nem permissão de internação ou de desembarque. A carga desacompanhada exige aviso com 24 horas úteis de antecedência e o pagamento da taxa de permissão de internação. | SENASA — Ingresos con perros y/o gatos |
| Fiscalização na fronteira (inspeção do SENASA) | Obrigatória na chegada | Para animais acompanhados, a verificação é gratuita. | SENASA — Ingresos con perros y/o gatos |
| Filhotes / idade mínima | Certificação especial abaixo de 3 meses | As regras de idade da companhia aérea e as regras de retorno do seu país podem ser mais rígidas. | SENASA — Res. GMC 17/15 |
| Quarentena | Não obrigatório | Apenas se as exigências sanitárias não forem cumpridas — o SENASA pode então aplicar as medidas sanitárias que julgar adequadas, às custas do proprietário. | SENASA — Ingresos con perros y/o gatos |
🗓 Em que ordem, e quando
Algumas etapas só valem depois que a anterior estiver concluída — confira cada prazo na referência oficial acima.
- Vacinação antirrábicaCom vacina autorizada no país de origem e imunidade ainda válida segundo o fabricante. A primeira dose (primovacinação) precisa ser aplicada no mínimo 21 dias antes da entrada.
- Atestado de saúdeEmitido nos 10 dias anteriores ao CVI, por veterinário autorizado, atestando que o cachorro está clinicamente saudável, livre de parasitoses e apto a viajar.
- Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte legalizadoO CVI é emitido, assinado e carimbado pela autoridade veterinária oficial do país de origem ou de partida; um de seus idiomas deve ser o espanhol. Vale 60 dias corridos a partir da emissão para a entrada.
- Tratamento antiparasitário (interno e externo)Tratamento contra parasitas internos e externos nos 15 dias anteriores à emissão do CVI (ou ao endosso do passaporte), com produtos aprovados no país de origem.
- Fiscalização na fronteira (inspeção do SENASA)No posto de fronteira, a equipe do SENASA faz a verificação documental (CVI ou passaporte), física e de identidade do cachorro.
- Filhotes / idade mínimaSe o cachorro tiver menos de 3 meses, a autoridade veterinária precisa atestar a idade do animal e que ele não esteve em nenhum local onde tenha ocorrido raiva urbana nos 90 dias anteriores ao embarque.
🌍 Os diferentes casos
Procedimento padrão — CVI ou passaporte legalizado
Para quase todas as origens o caminho é o mesmo. Seu cachorro precisa de um Certificado Veterinário Internacional (CVI) emitido, assinado e carimbado pela autoridade veterinária oficial do país de partida, tendo o espanhol como um de seus idiomas. Ele deve trazer o atestado de saúde (dos 10 dias anteriores), a vacinação antirrábica válida e o tratamento antiparasitário interno e externo (dos 15 dias anteriores). Um passaporte oficial dentro da validade, com as mesmas informações e endossado pela autoridade da origem, é aceito no lugar dele.
⏱ Caso padrão: alguns dias para montar o CVI quando a vacinação já é válida — o atestado de saúde é emitido nos 10 dias anteriores ao CVI, e o CVI vale 60 dias.
De um país ou zona livre de raiva
Se o seu cachorro vier de um país ou zona declarado livre de raiva pela WOAH, ele pode entrar quando a autoridade veterinária atestar essa condição no CVI ou no passaporte. O restante do procedimento — atestado de saúde e tratamento antiparasitário — continua valendo, e não há teste sorológico em nenhum caso.
⏱ Se ainda faltar a primeira dose antirrábica: conte cerca de 3 semanas, já que a primovacinação precisa ser aplicada no mínimo 21 dias antes da entrada.
Filhotes e chegadas irregulares
Um filhote com menos de 3 meses precisa que o CVI ateste sua idade e que não houve caso de raiva urbana no local onde viveu nos 90 dias anteriores. Se um cachorro chegar sem cumprir as exigências sanitárias, o SENASA pode aplicar as medidas sanitárias que julgar adequadas para proteger a situação sanitária do país; os custos e as perdas daí decorrentes ficam com o proprietário.
⏱ Filhotes com menos de 3 meses: certificação extra (idade e ausência de caso de raiva urbana no local onde o filhote viveu nos últimos 90 dias), então reserve mais tempo de preparo.
🛬 Chegada
O que acontece quando seu cachorro chega à Argentina depende de como ele viaja.
- Como bagagem acompanhada (na cabine ou no porão, com você): a equipe do SENASA no posto de fronteira faz a verificação documental (CVI ou passaporte), física e de identidade — gratuitamente.
- Não é preciso pedido prévio de importação, nem aviso antecipado, nem permissão de internação ou desembarque para um animal acompanhado.
- Como carga desacompanhada (comercial ou não): o agente de transporte deve avisar o posto de fronteira com pelo menos 24 horas úteis de antecedência e pagar a taxa de permissão de internação.
- O CVI ou o passaporte legalizado vale 60 dias corridos a partir da emissão, desde que a vacinação antirrábica ainda esteja válida no dia da entrada.
- Guarde o comprovante original da vacinação antirrábica — ele não é retido e deve ficar com você.
- Se as exigências não forem cumpridas, o SENASA pode aplicar as medidas sanitárias que considerar adequadas; todos os custos daí decorrentes ficam com o proprietário.
🛫 Saída do país (viagem de volta)
A Argentina é um país listado, então não é preciso teste sorológico antirrábico para voltar — o SENASA emite o certificado veterinário internacional (CVI) do seu cachorro.
- No local, antes do voo Um veterinário particular cuida do microchip, da vacinação antirrábica e do atestado de saúde; apresente tudo em um escritório do SENASA, que emite o CVI, válido por 10 dias até o controle de fronteira europeu.
🚫 Cachorros com restrição
A Argentina não tem proibição nacional de importação por raça. A lei federal não impede a entrada de nenhuma raça no país, e não existe lista nacional de cães perigosos aplicada na fronteira. Algumas províncias e cidades regulam os cães «potencialmente perigosos» para fins de posse, não de importação.
Nenhuma categoria proibida na entrada: nenhuma raça tem a entrada recusada na Argentina por causa da raça, desde que as exigências sanitárias do SENASA (CVI, vacinação antirrábica, tratamento antiparasitário) sejam cumpridas.
Regras locais de posse: cidades e províncias definem suas próprias regras para cães potencialmente perigosos. A Cidade de Buenos Aires (Lei 4078/12) e a Província de Buenos Aires (Lei 14107), por exemplo, listam raças — como pit bull terrier, dogo argentino, rottweiler e outras — que os donos precisam registrar e conduzir com responsabilidade (coleira, focinheira, seguro). São obrigações de posse, não proibições de entrada.
Como não há proibição nacional por raça, concentre-se nas regras sanitárias do SENASA para a entrada. Se você for ficar em uma cidade ou província específica, verifique as normas locais quanto a registro, coleira, focinheira ou seguro.
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🛂 Aeroportos — Argentina
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Argentina com um cachorro: perguntas frequentes
Argentina: O que meu cachorro precisa para entrar?
Argentina exige: Vacinação antirrábica, Atestado de saúde, Certificado Veterinário Internacional (CVI) ou passaporte legalizado, Tratamento antiparasitário (interno e externo), Fiscalização na fronteira (inspeção do SENASA).
Argentina: O teste sorológico antirrábico é obrigatório?
Argentina — Teste sorológico antirrábico (titulação): Não obrigatório.
Argentina: Alguma raça de cachorro é proibida?
A Argentina não tem proibição nacional de importação por raça. A lei federal não impede a entrada de nenhuma raça no país, e não existe lista nacional de cães perigosos aplicada na fronteira. Algumas províncias e cidades regulam os cães «potencialmente perigosos» para fins de posse, não de importação.
Argentina: Quanto tempo leva para preparar um cachorro?
Caso padrão: alguns dias para montar o CVI quando a vacinação já é válida — o atestado de saúde é emitido nos 10 dias anteriores ao CVI, e o CVI vale 60 dias. Filhotes com menos de 3 meses: certificação extra (idade e ausência de caso de raiva urbana no local onde o filhote viveu nos últimos 90 dias), então reserve mai…
Argentina: Os voos domésticos têm as mesmas exigências?
Voo doméstico na Argentina: o Estado não tem regra específica — o atestado veterinário é pedido pelas companhias aéreas. O SENASA afirma não ter regulamentação específica para o transporte doméstico de animais de estimação, e que sua participação é solicitada pelas companhias aéreas, não imposta por lei.…
Argentina: O que é preciso para sair com um cachorro?
A Argentina é um país listado, então não é preciso teste sorológico antirrábico para voltar — o SENASA emite o certificado veterinário internacional (CVI) do seu cachorro.
Argentina: É difícil viajar para lá com um cachorro?
Argentina — Fácil — um único procedimento para quase todas as origens. O MyDogCanFly oferece informação geral — não é orientação veterinária nem jurídica.
Respostas tiradas das fontes oficiais listadas abaixo, última verificação em 11 de julho de 2026. As regras mudam — confirme com as autoridades do país de destino e com seu veterinário antes de reservar.
📚 Fontes oficiais
- SENASA — Entrada com cães e/ou gatos (Ingresos con perros y/o gatos)
- SENASA — Resolución GMC 17/2015 (requisitos sanitários do Mercosul para cães e gatos)
- SENASA — Tudo o que é preciso saber para entrar na Argentina com cães e gatos
- SENASA — Perguntas frequentes sobre a entrada de animais (Preguntas frecuentes, PDF)
- SENASA — Modelo bilíngue de Certificado Veterinário Internacional (CVI, PDF)
- SENASA — Resolución 580/2014 (animais de serviço e de assistência)